ORPLANA participa de Fórum sobre bioenergia durante Agrishow
O presidente da ORPLANA, Ismael Perina Junior, foi um dos debatedores do fórum e seminário “Bioenergia em foco”, cujo objetivo foi discutir as perspectivas e problemáticas que surgem na medida em que a demanda pela produção de bioenergia cresce no Brasil e no mundo.
O evento, ocorrido no dia 27 de abril, foi promovido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com o Canal Rural. O fórum aconteceu no auditório principal do Centro de Convenções do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), em Ribeirão Preto, durante a 17ª edição da Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação).
Além de Ismael Perina, participaram do debate o pesquisador da Embrapa Soja (Londrina, Paraná), Decio Gazzoni, o presidente da Udop (União dos Produtores de Bioenergia), José Carlos Toledo, e o coordenador da Mesa Diretora de Cana da Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo), Edison José Ustulin.
Segundo Gazzoni, o tema da agroenergia vai continuar na mídia e fóruns de discussões por muito tempo. Ressaltou também que o petróleo, o combustível fóssil mais usado na matriz energética e de combustíveis do mundo, é um recurso finito. “A tendência dos preços do petróleo, a longo prazo, é de crescimento, já que se esgota a cada dia.” O pesquisador comentou também que o mercado de biocombustíveis é ainda embrionário. “O que existe hoje no mundo é uma altíssima concentração no uso de biocombustíveis em países produtores de etanol. Temos que expandir esse conceito e os benefícios disso para outros países.”
Ismael Perina citou a importância do trabalho desenvolvido pelos centros de pesquisas na área de cana, como ferramenta fundamental na evolução na produção da agroenergia. “O mundo vai precisar dessas formas de energia. O cenário tem se mostrado altamente positivo para a produção de energias renováveis. O Brasil é o melhor país do mundo para produzir cana-de-açúcar e tem chances de contribuir mais para a produção de agroenergia.”
O presidente da ORPLANA falou da necessidade do produtor de cana ser remunerado também pela geração de energia, uma vez que grande parte das unidades industriais revendem a energia e obtém lucro a partir do bagaço da cana. “Hoje, o produtor recebe somente baseado na sacarose. Estamos buscando mecanismos para que o preço da energia gerada a partir do bagaço esteja inclusa em um novo modelo de remuneração.”